Flavia Júlia Helena, mais tarde Santa Helena, nasceu na Britynia, Ásia Menor, por volta do século III, no seio de uma família plebeia. Constancius I Chlorus, tribuno e general romano, apaixonou-se e casou-se com ela pelos idos de 270. Tiveram um filho a quem deram o nome de Constantino. Por ordem do imperador Diocleciano, Helena foi repudiada pelo marido, uma vez que a lei romana não reconhecia o matrimónio celebrado entre um patrício e uma plebeia. Sendo considerada concubina, quando Constancius I Chlorus recebeu o título de Augusto, foi obrigado a abandoná-la, partindo para Roma com o filho, nascido em 285.
Após a morte do pai, em 306, foi aclamado Augusto/César, tornando-se no imperador Constantino.
Helena saiu da situação dos últimos treze anos e, para além de Mulher Nobilíssima, recebeu em 324 o título de Augusta. Adquiriu poder e ajudou a financiar a construção da nova capital do império, Constantinopla.
Converteu-se ao cristianismo e foi responsável pela conversão do filho, que em 313 tinha mandado publicar o Édito de Milão, segundo o qual o cristianismo era tolerado como qualquer outra religião. Foi o primeiro passo para que, anos mais tarde, outro imperador, Teodósio, considerasse o cristianismo como religião oficial do Império Romano.
O grande fervor e fé religiosos de Helena traduziram-se em grandes obras de beneficência e na construção de várias templos e igrejas em Roma e na Terra Santa, como a da Natividade em Belém e o Santo Sepulcro em Jerusalém, …
Já em idade avançada, talvez na última peregrinação à Terra Santa, terá tido visões, que a ajudaram a descobrir a cruz na qual Jesus foi crucificado. Reza a lenda que reencontrou o túmulo de Cristo escavado na rocha e, pouco distante, a cruz do Senhor e as duas cruzes dos ladrões. Levada pelo entusiasmo desse primeiro sucesso, continuou a procura, encontrando a gruta do nascimento de Jesus em Belém e o lugar no Monte das Oliveiras.
0 reencontro com a cruz, onde Cristo foi crucificado (Vera Cruz ou Cruz Verdadeira), aconteceu em 326 / 337 (??). Terá sido descoberta no Gólgota , produzindo grande emoção em toda cristandade. Em 337 foi confirmado ser mesmo a cruz, tendo Helena sido identificada pela tradição com esta descoberta em finais do século IV.
Helena faleceu em Constantinopla, pouco tempo depois de ter regressado desta peregrinação. Os seus restos mortais encontram-se num sarcófago no Museu do Vaticano. Na liturgia da igreja, Santa Helena é mostrada como uma imperatriz, segurando uma cruz.
Este vídeo é mais elucidativo sobre alguém com uma vida tão variada e em empreendimentos, decisões, milagres…
Santa Helena é um alfobre de lendas. Provavelmente, um pouco de verdade existe em algumas delas!!! Para o Cristianismo e a sua divulgação, pouca importância terá distinguir a realidade da ficção!
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