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domingo, 17 de novembro de 2013

A bela Helena de Troia

Em jeito de rodapé


1. Obras seguidas

Embora outras obras existam, a Ilíada e a Odisseia, de Homero, foram as nossas eleitas. 
A Ilíada decorre durante o nono ano da guerra de Troia e aborda, por exemplo, a ira de Aquiles, provocada por uma disputa com Agamémnon, seguida do duelo com Hector, acabando este por morrer. 
http://www.openlettersmonthly.com/book-review-the-Iliad


A Odisseia é, em parte, uma sequência da ilíada, e relata o regresso do seu protagonista, Odisseus (Ulisses na mitologia romana). 

http://www.ipm.com.br/ste/defaultasp?TroncoID=805133&SecaoID=816261Subsecao&Template=/artigosnoticias/user_exibir.aspID=261919

É a vida de um herói que inventa uma infinidade de estratagemas para conseguir destruir Troia, para sobreviver quando, depois, vagueia erraticamente pelo mundo, onde descobre novas cidades e novos costumes, para, finalmente, sobreviver no mar aos mil tormentos por que passa no seu regresso a casa. Curiosamente, ou talvez não, também decorrem dez anos até chegar a Ítaca, sua terra natal.
Ambas as epopeias viajaram ao longo dos séculos por tradição oral, tendo provavelmente sido passadas a escrito no séc. VIII a.C..


2. Poema de Odisseus a seu filhoTelémaco

Meu querido Telémaco,
A Guerra de Troia já findou.
Não recordo quem a venceu.
Os Gregos, sem dúvida, só eles deixariam
tantos mortos longe da pátria.
Mas o meu caminho de volta ainda se provou ser longo demais.
Enquanto por lá dissipávamos o tempo,
dir-se-ia que o velho Posídon estendia e ampliava o espaço.
Agora não sei onde estou, que lugar possa ser este.
Tem a aparência de uma vulgar ilha suja,
com arbustos, construções e grandes porcos a grunhir.
Um jardim de ervas daninhas, perto a rainha ou qualquer outra.
Relva e pedras enormes… Telémaco, meu filho!
Para um vagabundo todas as ilhas
se parecem umas com as outras. E as viagens na memória,
contar ondas; os olhos, inflamados dos horizontes do mar,
choram; e a força da água enche os ouvidos.
Não consigo lembrar-me de como a guerra surgiu,
mesmo de quantos anos tens ― não consigo lembrar-me.
Cresce, então, meu Telémaco, cresce forte.
Só os deuses sabem se voltaremos a ver-nos.
Há muito que deixaste de ser aquela criança
diante de quem eu guiava os bois com o arado.
Não tivesse sido a artimanha de Palamedes,
ainda viveríamos ambos sob o mesmo teto.
Mas talvez ele estivesse certo. Longe de mim
estás livre de todas as paixões de Édipo,
e os teus sonhos, meu Telémaco, são inocentes.

Joseph Brodsky, ex-URSS, Rússia (1940-1996), traduzido por Nuno Dempster.


3. Outros autores
Como referimos, a nossa base foi Homero. No entanto, são inúmeros os antigos e modernos autores que se apaixonaram por este tema. Não faria qualquer sentido elencálos, até porque podem ser encontrados após uma simples pesquisa na internet. No entanto, não resisto a lembrar Eurípedes (dramaturgo grego, 480 a.C. a 480 a.C.), referindo sobretudo Helena e Hécuba, e Heródoto (geógrafo e historiador grego, 484 a.C. a 485 a.C.) em Histórias.
Apenas lembrar que as epopeias de Homero serviram de inspiração, por exemplo, a Eneida de Virgílio e a Os Lusíadas de Luís de Camões.

4. No comments




5. Alguma webgrafia

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