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sábado, 25 de janeiro de 2014

Lost Continents

The myths  about lost continents have fascinated people for centuries,nowadays though we have relegated such myths to occult pretenders and fringe religions

domingo, 12 de janeiro de 2014

Pandora e a sua caixa

Não é Helena, mas é seguramente um dos mitos que mais a(nos) acompanha...

Pandora, na mitologia grega, é uma divindade plena de talentos divinos e de todos os males da humanidadeÉ considerada a primeira mulher e, à semelhança de Eva nos mitos bíblicos, é criada para tentar e seduzir o Homem, com o objetivo de o destruir. Zeus ordenou aos deuses do Olimpo a sua criação para se vingar da humanidade, que tinha recebido de Prometeu (vidente, o que vê antes, previdente) o segredo do fogo, o que dava lhe dava a possibilidade de dominar o mundo e todos os seus habitantes. 
http://wastweetstudio.com/ss_Pandora.html

Zeus engendrou a sua vingança, ordenando a Hefestos que fizesse uma estátua de uma linda mulher, pôs-lhe o nome e ordenou a cada um dos deuses que lhe dessem um dos seus dons e que escolhessem um malefício para a humanidade e os depositassem numa caixa[i], que a donzela levaria em suas mãos, a Caixa de Pandora. Assim, o novo ser divino passou a ter muitos encantos. Por exemplo, de Afrodite a beleza, de Hermes a fala, de Apolo a música, de Atena umas mãos de "ouro", ... 
http://thesingularityprinciple.blogspot.pt/2010/08/pandoras-box.html

Então, Pandora desceu à Terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epitemeu (o que vê depois, inconsequente), irmão de Prometeu, com quem supostamente terá ter casado, e diante dele levantou a tampa da caixa. A humanidade que, até àquele momento, desconhecia doenças ou sofrimentos, passou a reconhecer e a ver-se assaltada por inúmeras desgraças. Felizmente, fechou a caixa rapidamente, sendo que a esperança, o único benefício nela presente, não saiu. 

A Caixa 
A famosa caixa seria o local onde Pandora guardava as suas lembranças, tornando-se prisioneira de uma delas, a tristeza de ter destruído o colar que Prometeu lhe dera aos nove anos. 
http://www.funnyjunk.com/Pandora/funny-pictures/4912625/

Seguindo esta mesma ideia, o recipiente estaria repleto de todas as desgraças que poderiam destruir a humanidade, tais como velhice, trabalho, doença, loucura, mentira, paixão, morte... Teria sido Epimeteu e não Pandora que, por curiosidade, abriu a caixa, provocando involuntariamente a libertação destes terríveis males. Apenas a esperança, único dom ali presente, permaneceu.
Outras versões apontam Epimeteu como o dono da caixa, que, hipnotizado pela beleza de Pandora, teria adormecido profundamente. Liberta dele, e com a curiosidade a persegui-la, ficou livre para desvendar o seu conteúdo tendo, assim,  terminado com chamada Idade de Ouro da Humanidade.
Outra versão associa a ‘Caixa de Pandora’ ao útero, representando assim o desejo de voltar ao seio materno, para nos protegermos e estarmos a salvo de todos os males presentes à nossa volta.
http://66.147.244.54/~flvsnet/wordpress/2011/09/01/pandora-eve-the-similarities-abound/

Há ainda quem a remeta para a "Montra", entendida como uma verdadeira caixa de surpresas. Ao vê-la, ficamos curiosos, chama-nos a atenção, desejamo-la, pelo que nem sempre resistimos ao desejo de a adquirir. Uma onda de esperança nos invade, assegurando-nos que aquela peça nos vai deixar mais belos, mais magros, mais novos, etc. Ou seja, montra e pandora contêm o mistério da esperança em algo melhor. 

Caixa de Pandora’ representará, pois, o desejo incomensurável do conhecimento desmedido do homem, sem limites, o mesmo que perpassa Adão e se concretiza no ato de Eva, com a consequente expulsão do Paraíso, ou seja, o pagamento de um preço exorbitante pela sede de ver sempre mais além.
http://66.147.244.54/~flvsnet/wordpress/2011/09/01/pandora-eve-the-similarities-abound/

Este mito é também revelador da presença feminina na Terra como a fonte de todas as aflições do Homem. Esta narrativa chegou-nos graças à obra Os Trabalhos e os Dias de Hesíodo, poeta grego do séc. VIII a.C.. Segundo ele, Pandora não é uma mulher má, mas um instrumento necessário e belo para a própria segurança da Humanidade, uma vez que fechou a caixa antes da esperança ser liberta, ou, segundo outras versões, impediu a ‘antecipação’ do Homem prever o seu sofrimento, que o transformaria em martírio eterno.

"The Box", filme de 2009, socorre-se de Eva e de Pandora. Três casais diferentes enfrentam uma caixa. Basta pressionar o botão, e é sempre a esposa a fazê-lo, para receber 1 milhão de dólares, mas simultaneamente alguém irá morrer. Embora o filme contenha outros temas simbólicos, a história e as semelhanças de Eva e de Pandora atravessam-no. A mulher é central: pressiona o botão, cai na tentação e é punida, uma vez que é responsabilizada por algo, a morte de alguém, numa alusão clara ao pecado ou ao mal daí decorrentes. O sr. Steward, o homem que lhes faz a oferta, representa Zeus em Pandora ou a serpente tentadora em Eva; ambos sabiam antecipadamente que ela(s) não resistiriam à tentação.

Veja mais em "5 Clips from the box"http://www.youtube.com/watch?v=_FjnXAccOCw

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http://broomcloset.wordpress.com/2013/07/16/pandora-the-first-woman/
http://pandoraandeve.blogspot.pt/
http://mitologia.blogs.sapo.pt/49535.html



[i] as primeiras versões faziam alusão a um jarro e não a uma caixa. 




sábado, 4 de janeiro de 2014

Helena Blavatsky

Helena Petrovna Blavatsky (1831/1891), HPB entre os seus pares, foi escritora, filósofa, teóloga, nasceu na União Soviética, hoje Ucrânia, no seio da aristocracia, sendo a família da mãe uma das antigas e distintas do império russo, recheada de príncipes e de czares.
Desde criança revelou poderes psíquicos invulgares, foi desenvolvendo uma personalidade complexa e independente, gerando, além de inimigos e adversários, situações polémicas, devido a um comportamento muito desviado do convencional.
Estas características, associadas ao seu carisma, inteligência e entusiasmo, fizeram dela a responsável pela sistematização da moderna Teosofia o que a levou a ser uma das fundadoras da Sociedade Teosófica. 
Blavatsky surgiu numa época histórica em que a Religião estava a ser desacreditada pelo avanço da Ciência e da Tecnologia, que originaram o aparecimento de uma série de escolas associadas ao esoterismo, que iam ganhando um cada vez maior número de adeptos, devido ao fracasso do Cristianismo nas explicações para várias questões fundamentais da vida e acerca dos processos do mundo natural. Influenciou milhares de pessoas, desde o cidadão comum a políticos, líderes religiosos e artistas, dando origem a uma infinidade de seitas e de escolas de pensamento alternativo.
"no hay Religión más elevada que la Verdad" 
A contribuição de Blavatsky manifesta-se relevante com a reafirmação do divino, da globalização espiritual, oferecendo caminhos de diálogo com a Ciência e tentando expurgar a Religião institucionalizada dos seus erros seculares, através do combate ao dogmatismo e à superstição de todas as confissões, bem como incentivando a investigação científica, o pensamento independente e a crítica racional da fé cega.
Cedo viajou pelo mundo numa incessante busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Alegou ter passado por inúmeras experiências do domínio do fantástico, entrando em contacto com vários mestres de sabedoria ou mahatmas, de quem dizia ter recebido conhecimento para desenvolver poderes paranormais, que a ajudassem na "evangelização" do mundo ocidental.

A partir de 1873, iniciou a sua carreira pública nos Estados Unidos e, em pouco tempo, já era uma figura tão adorada quanto controversa. Exibia os seus poderes psíquicos, deslumbrando muitos e deixando outros cépticos, que a acusaram com frequência de fraude e de charlatanismo, muitas vezes com evidências óbvias para tal.
Após algumas incursões no Espiritismo, Blavatsky recentrou os seus propósitos. Fundou, em maio de 1875, o grupo Miracle Club, no qual, a partir de um nível superior de inspiração, prestava informação sobre o mundo oculto, os mestres vivos de sabedoria e não as entidades desencarnadas comuns no plano astral. Foi, no entanto, um projeto fracassado.
As suas publicações abordam uma variedade de assuntos esotéricos, como Filosofia Hermética, Cabala, Magia Negra, Alquimia, Rosacrucianismo, ..., para além da revelação da existência de uma fraternidade oculta de Adeptos ou Mahatmas.
Ainda nos Estados Unidos, estabeleceu uma longa relação com Olcott, cofundador da Sociedade Teosófica. Sobre este projeto, escrevia: "Ela será composta de cabalistas e ocultistas eruditos, de filósofos herméticos do séc. XIX, e de egiptologistas em geral. Queremos fazer uma comparação experimental entre o Espiritismo e a Magia dos Antigos, seguindo literalmente as instruções dos antigos cabalistas, tanto judeus como egípcios. Ao longo de muitos anos tenho estudado a Filosofia Hermética na teoria e na prática e, a cada dia, estou mais convencida de que o Espiritismo nas suas manifestações físicas não é nada mais do que a Píton de Paracelso, ou seja, o éter intangível que Reichenbach chama de Od.
Blavatsky lutou contra todas as formas de intolerância e de preconceito, contra o materialismo e o cepticismo arrogantes da Ciência e pregou a fraternidade universal. Sem pretender criar uma nova religião, sem reivindicar a infalibilidade ou sem se considerar a autora de ideias que fazem "emergir para a luz", apresentou ao mundo ocidental uma síntese de conceitos, recursos, técnicas e interpretações de uma grande variedade de antigas e modernas fontes filosóficas, científicas e religiosas acerca do mundo, organizando-as num corpo de conhecimentos estruturado, lógico e coerente, que oferecia uma visão grandiosa e positiva do Universo e do Homem. Com isto e, apesar da crescente contestação, a Teosofia tornou-se um dos mais bem sucedidos sistemas de pensamento eclético da História recente, fazendo interagir formas antigas e novas e criando pontes entre mundos diferentes: sabedoria antiga e pragmatismo moderno, oriente e ocidente, sociedade tradicional e reformas sociais.
Na senda das contínuas investigações, em setembro de 1877, Blavatsky publicou Ísis sem Véuprimeira obra mais importante e também a mais popular. Em defesa das religiões antigas, recorre a um desenvolvimento histórico das ciências ocultas, da origem e natureza da Magia, das raízes dos Cristianismo, para dar uma perspetiva dos erros da teologia cristã e das falácias da Ciência Ortodoxa. Segundo Olcott,  esta obra esteve rodeada de circunstâncias peculiares, como uma "maravilhosa mudança psicofisiológica", passando o seu corpo a ser ocupado por diversos personagens eruditos, que lhe ditavam excertos do texto e lhe forneciam referências ou citações de obras que ela ignorava completamente. Estes factos também se repercutiram na escrita, surgindo caligrafias diferentes, que ela atribuía à influência de diversos mestres, que operavam através dela.Mudou-se e transferiu a "Sociedade" para a Índia, vivendo aqui até ver a sua reputação ferida de morte, quando foi acusada de fraude num relatório, publicado pela Sociedade de Pesquisas de Londres (Caso Coloumb).  
Das obras publicadas e, para além de Ísis sem Véu, destaca-se A Voz do Silêncio  e ainda uma referência muito especial a Doutrina Secreta, esta sem dúvida a mais relevante no plano ideológico. Através de uma síntese de História, Religião, Ciência e Filosofia, reúne toda a essência dos seus ensinamentos e a fundamentação doutrinária e ideológica da Teosofia, através de enunciados fundamentais, tais como:
* A existência de um Princípio omnipresente, eterno, ilimitado, imutável, insondável, impenetrável pela razão e para além do âmbito do próprio pensamento. É a realidade absoluta que existe antes e para além de toda a manifestação. sendo a causa eterna de todas as coisas, a sua fonte e o seu destino último.
* A eternidade do Universo in toto, como um plano ilimitado que se manifesta e se oculta em ciclos periódicos de Criação e de Destruição universais.
* A identidade fundamental de todas as almas individuais com a Alma Universal, que é um aspeto da Causa sem Causa.
* A existência de uma conexão perene entre o divino e o terreno.
Assim, a verdade última do cosmos supremo e da humanidade existe desde o começo dos começos; para além do mundo onde vivemos, existe um outro onde habitam os mestres - um reduzido número de seres que tudo sabem e tudo controlam.Helena Blavatsky: fraude, lenda, profeta...? a questão fica no ar!Ao consagrar a globalização espiritual, ao lutar pela ideia de unificação, reconhecendo embora a existência de caminhos diversos, ao criar o conceito de indivíduo como um viajante espiritual contínuo, é inquestionável ter desassossegado muitas mentes que não ficaram indiferentes.Certo é que, ainda hoje, persiste a imagem indelével de uma mulher plena de sabedoria e visionária, que buscava respostas para temas possivelmente tão velhos quanto a humanidade, mas, nem por isso, menos polémicos ou contraditórios!
"Uno de los efectos más preciosos de la misión de HPB fue la de impulsar a los hombres a estudiar por si mismos y destruir en ellos todo servilismo ciego, cualquiera que él sea y venga di donde vinere.
Mario Roso de Luna, teósofo, jornalista, escritor, ocultista e maçon espanhol 1872/1931.

Para melhor conhecer esta personalidade carismática ... 

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http://pt.wikipedia.org.wiki.Helena_Blavatsky
http://hinduism.enacademic.com/164/Blavatsky,_Helena_Petrovna
http://www.blavatskyarchives.com/9ndex.htm
http://www.theosophical.org/online-resources/online-books/1276